A premissa do episódio é pegar uma vida comum e televisionar, quase em tempo real, tudo que acontece na vida de Joan, a escolhida para esse teste. Chega a ser desesperador e sufocante imaginar essa situação, pois sabemos bem que escondemos e mascaramos muitas de nossas escolhas no dia a dia. Ter isso exposto tem consequências absurdas para a vida dela e o episódio nos mostra isso.
Ao confrontar, com sua advogada, ela descobre que assinou os termos e condições (que geralmente ninguém lê) e há uma parte onde diz que ela vende o direito de imagem e de replicarem a vida dela. Achei muito interessante a crítica em relação às coisas que assinamos por aí e sequer lemos. Fazemos muito isso, especialmente iniciando um serviço. É quase uma piada, de que “vendemos nossa alma” e nem percebemos. Isso pode literalmente estar acontecendo.
A Netflix fazendo uma paródia de si mesma é genial.
Outro ponto que me impressionou foi a pontualidade em relação à greve dos atores e sobre o scanning que estavam propondo. No episódio, isso já aconteceu e é uma realidade, fazendo a Salma Hayek e outros atores famosos e importantes sendo “escaneados” para serem usados depois.
Isso veio sendo proposto pelas produtoras, especialmente em relação aos coadjuvantes, pois isso iria economizar tempo e dinheiro para eles. Parte da greve foi para ir contra isso, mas no futuro distópico da série isso já aconteceu. Só se torna um problema quando ela faz algo absurdo com a imagem da Salma, onde a mesma vai contra tudo que estaria acontecendo.
O episódio me fez despertar sentimentos lá de 2019, 2020, quando via os primeiros episódios e temporadas e me acertavam em cheio. Isso é Black Mirror! Não quero ditar o que é bom ou não é, porque opiniões são diversas, mas achei que nas últimas temporadas deram uma caída. Então ver esse episódio me fez voltar a gostar da série. Se eu gostar de algum outro episódio, venho atualizar essa lista.

Esse Ep. é muito doido. Uma ótima recomendação.
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