abro a cortina
tudo sai, tudo entra
a luz me cega os olhos
o calor queima minha pele
tento com as mãos em vão
arrancar o coração do peito
claustrofóbica
mostro as garras
abro
sangro
corro
fujo
temo o resultado
me adapto e deixo queimar
o que ardia antes
já não fere tanto
uma escolha
uma decisão
para permanecer
o calor se tornar tolerável
a cortina fechará a qualquer momento
mas não quero
quebre meu coração
quebro seus ossos
o peito vibra
perdida entre sonho
devaneio
e dor
sucumbo
tudo que eu quero é cair
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