Rupi Kaur e suas maravilhosas obras de arte 🌹



Primeiro, vamos falar sobre essa mulher que destrói nossos corações, que consegue expressar tudo que eu já senti na vida, que remenda os caquinhos e parece dar um abraço em cada um de nós.

Rupi Kaur (Panjabe, Índia, 5 de outubro de 1992) é uma poetisa feminista contemporânea, escritora e artista. Seus poemas em geral aborda os temas violência, abuso, amor, perda e feminilidade.














Quem vê essa carinha nem imagina que vai acabar com sua vida (ou salvar ela)



Livro nº 1: Outros jeitos de usar a boca (Milk and honey, original em inglês)

O livro é divido em quatro partes: a dor, o amor, a ruptura, a cura. Esses são basicamente o tema principal de cada parte. Por exemplo, na parte da ruptura, ela usa seus poemas para falar sobre separação, término, o fim do encanto romântico.
Um dos poemas que mais me marcou, e que gostaria de ler todos os dias até absorver cada palavra é:

eu sei que é difícil
acredite
eu sei que parece
que o amanhã não vai chegar nunca
e que hoje vai ser o dia
mais difícil de aguentar
mas eu juro que você vai aguentar
a dor passa
como sempre
se você der tempo à dor e
deixar só deixar
pra lá
devagar
como uma promessa que se quebra
deixa pra lá

Muito incrível o jeito dela colocar em tão poucas palavras tanta coisa cheia de significado. Esse poema em específico queria colar ele na minha geladeira e ler todo dia. Muito amor, e ás vezes é exatamente isso: deixar de lado as coisas que não podemos mudar.

Outro que me tocou imensamente e que em poucas linhas foi a declaração de amor mais bonita que já vi até hoje:

você pode não ter sido meu primeiro amor
mas foi o amor que tornou
todos os outros amores
irrelevantes

Em contraponto, “a ideia de que somos tão capazes de amar, mas escolhemos ser tóxicos” nos mostra que sua visão sobre o amor permeia em um monte de sentimentos conflituosos, como nós fazemos certas escolhas em não amar, em não ser bons.
Outro que ilustra exatamente isso é
“é preciso ter elegância para continuar sendo gentil em situações cruéis”


E por fim, esse foi o poema que mais me tocou, que mais me resumir, que colocou tudo o que sou em palavras:


eu não sei o que é viver uma vida equilibrada
quando fico triste eu não choro eu derramo
quando fico feliz eu não sorrio eu brilho
quando fico com raiva eu não grito eu ardo
a vantagem de sentir os extremos
é que quando eu amo eu dou asas
mas isso talvez não seja uma coisa tão boa
porque eles sempre vão embora
e você precisa ver quando quebram meu coração
eu não sofro eu estilhaço

Eu só posso dizer que perdi o ar, de tão bonito que é, isso é uma das coisas mais incríveis que já li, e cabe tão perfeitamente com várias fases da minha vida que eu sinceramente, já sinto como se ela fosse tão minha amiga que consegue me entender completamente mesmo sem eu dizer nada.

Que obra de arte, meus amigos!
E ainda existem pessoas para dizer que hoje em dia não se faz mais arte como antigamente e bla bla bla

Essa análise continua no próximo post, pois já está bem grandinho, rs.

Todos os poemas estão em negrito e foram retirados do livro. Eu indicaria comprar, mas para quem não tem o famoso money, vou colocar o link para baixar em pdf.

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